domingo, 11 de setembro de 2011

ArtRio - Feira Internacional de Arte do Rio


Não é todo dia que se vê uma feira de negócios já nascer tão grande. Com a presença confirmada de 43 galerias nacionais e trinta estrangeiras, dividindo uma área de 7000 metros quadrados em dois armazéns no Píer Mauá, a ArtRio Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro surge para preencher uma lacuna do mercado brasileiro do setor. O evento abrirá seus portões ao público na próxima quinta-feira (8), com o objetivo de movimentar algo em torno de 50 milhões de reais. Juntando a matemática fria dos números com as criativas propostas da produção, que vão além do esperado compra e vende do balcão, é possível afirmar sem medo de carregar nas tintas: nunca houve uma feira como esta no país. Por trás da iniciativa estão os empresários Luiz Calainho e Alexandre Accioly, além de Elisangela Valadares e Brenda Valansi Osorio, responsáveis pelo conceito do projeto inspirado na Miami Basel Fair. Foram elas que, em 2009, decidiram que não iam pensar pequeno. E, ao lado de autoridades municipais, estaduais e do governo federal, lutaram para manter de pé os dois principais pilares de suas ideias.




Não foi por acaso que se escolheu a Zona Portuária para sediar a ArtRio. Trata-se de um dos bairros da cidade com muitos armazéns vazios, que, com a proximidade da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, têm recebido mais investimentos por parte do poder público, além de ser alvo da cobiça de empresas particulares. Produzir um evento ali, atualmente, funciona quase como uma garantia de sucesso.
O movimento da arte contemporânea em direção a região, com instalações que parecem não ter limite (seja de criatividade, seja de tamanho), agradece. Ainda estão em obras dois museus que podem mudar a rotina e a cara da Zona Portuária. O que provoca maior expectativa é o Museu do Amanhã, de estrutura futurista e pretensões de abrigar as principais exposições. Por sua vez, o MAR — sigla de Museu de Arte do Rio — se adianta e já dá os primeiros passos. Está sendo erguido nas antigas dependências da Polícia Federal, colado à Praça Mauá, e vai abrigar a coleção de artes plásticas da família do empresário decomunicação Roberto Marinho. O objetivo é que esteja visitável no primeiro trimestre de 2012.