Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Música. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Mozart Brasileiro


O padre José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1767 – 18 de abril de 1830) foi um compositor brasileiro de música clássica que viveu a transição entre o Brasil Colônia e o Brasil Império. Apesar de conhecido como o Mozart Brasileiro, sua música recebeu mais influência do compositor austríaco Joseph Haydn. É considerado um dos maiores compositores das Américas de seu tempo.
Nunes Garcia era um religioso, mas conhecedor das ideias iluministas, compositor, regente, virtuose do órgão e do cravo, professor renomado, autor de modinhas e, por fim, mestre-de-capela da Sé da cidade (posto mais importante para um músico no Brasil Colônia).
De origem humilde, sua história está entrelaçada a fatos marcantes da história brasileira. No começo do século XIX, o músico mulato atinge estatura intelectual e herda um legado precioso de compositores, mulatos-livres que alcançaram prestígio com a música, como Francisco Gomes da Rocha, Marcos Coelho Neto, Ignácio Parreiras Neves e José Joaquim Emérico Lobo de Mesquita.

Musica: Zemira (Abertura) - composta em 1803 pelo musico carioca Pe José Maurício Nunes Garcia, um dos grandes compositores eruditos do Brasil, seguidor do austríaco Joseph Haydn.

Gravação: Vox Brasiliensis. Direção: Ricardo Kanji

Requiem - Musica composta em 1816 no Rio de Janeiro para os Funerais da Rainha Maria de Portugal e Brasil.
Gravação: Coro Madrigale

Kyrie Eleison Gravação: Coro Sinfonico do Rio de Janeiro - Roberto Minczuk

domingo, 1 de maio de 2011

Um Violinista no Telhado (2011)

A nova produção da dupla Botelho/Moeller estreia esse mês.


Os Reis dos Musicais


Foi lançado o livro "Os Reis dos Musicai" sobre a dupla Claudio Botelho e Charles Moeller.
Responsável pela criação e produção dos principais musicais já lançados no país.
2011 - O Violinista no Telhado
2010 - Hair
2010 - Gipsy
2009 - O Despertar da Primavera
2008 - A Noviça Rebelde
2007 - Sete, o musical
2005 - Lado a Lado com Sondheim
2005 - Sweet Charity
2004 - Tudo é Jazz
2003 - Ópera do Malandro
2002 - Suburbano Coração
2002 - O Fantasma do Teatro
2002 - A Diabólica Moll Flanders
2001 - Um Dia de Sol em Shangrilá
2001 - Company
2000 - Cole Porter - Ele Nunca Disse que Me Amava
1998 - O Abre Alas
1997 - As Malvadas

Hair (2011)

Musical Hair da dupla Claudio Botelho/Charles Moeller
Teatro Casagrande - Leblon

Gipsy (2010)

Musical Gipsy da dupla Claudio Botelho/Clarles Moeller
Teatro Vila Lobos - Copacabana

Sound of Music (2008)

Musical A Noviça Rebelde (Sound of Music) da dupla Claudio Botelho/Charles Moeller
Teatro Casagrande - Leblon

Lado a Lado com Sodheim (2005)

Esse foi o primeiro musical que assisti da dupla Claudio Botelho e Charles Moeller, em 2005 no CCBB Rio.
Recebi o convite e fui.. foi paixão à primeira vista.

sábado, 16 de abril de 2011

Distrito Musical da Lapa


Depois de Camden, em Londres, e do East Village, em Nova York, a velha Lapa carioca entra na seleta lista dos redutos urbanos musicais
Para ver e ouvir
Alguns lugares são lembrados pela paisagem natural, outros pela arquitetura ou por características econômicas. E há também os lugares lembrados por serem verdadeiras incubadoras musicais. É o caso de Camden, em Londres, ou do East Villlage, em Nova York. No Brasil, esse fenômeno está acontecendo no Rio de Janeiro. Mais precisamente na Lapa. Por causa da música, a região voltou a estar na moda. Depois dos tempos míticos da década de 50, quando os principais compositores, músicos e intelectuais do Rio de Janeiro freqüentavam seus bares, a Lapa entrou em decadência. O renascimento começou a acontecer lentamente e, agora, além de atrair o público, a Lapa tornou-se uma espécie de grife que avaliza artistas, gera empregos e abriga empreendimentos imobiliários. Tudo em função da música. “É um bairro identificado com o samba e o choro”, diz o historiador Micael Herschmann, autor da pesquisa Lapa, cidade da música, lançada em livro pela Mauad Editora.
No mundo, diversos redutos urbanos se tornaram populares por causa do som que se espalha em bares e casas noturnas. Freqüentados por multidões nos dias de calor, eles ganham espaço em guias de turismo. O bairro de Camden é reconhecido como o coração da música independente na capital inglesa. E o East Village conquistou fama com a irreverência das bandas que se apresentaram na lendária casa noturna CBGB, onde nasceu o punk rock americano. Com a Lapa, a história se repete. Para Herschmann, quando um artista revela que surgiu no bairro carioca, já se sabe qual o seu estilo. “É o mesmo fenômeno de New Orleans ou Manchester”, diz o pesquisador. Nas casas de espetáculo próximas aos famosos arcos do bairro, bons sambistas e grupos de choro brotam e se impõem ao mercado.
Mas não só de samba e choro vive a Lapa, o bairro abriga desde tradicionais casas eruditas como a Sala Cecilia Meirelles e a Escola de Musica da UFRJ até casas de MPB, hip hop, rock, eletrônico e tango. A Lapa que já abriga um legítimo Pub inglês, também deve receber a primeira filial latino-americana do Cavern Club, a mítica casa de Liverpool na qual os Beatles surgiram.
Uma das particularidades da Lapa é que ali o círculo virtuoso da música se cumpre integralmente. Primeiro, o artista iniciante se apresenta nos palcos do bairro para uma platéia que vai até lá justamente à procura de novidades. Aprovado no teste do público, o próximo passo é gravar um CD, que muitas vezes ganha espaço graças ao pedigree de cantor ou grupo “nascido na Lapa”. Para divulgar o álbum, os músicos fazem show ali mesmo – e o círculo se completa. “A história de sucesso do bairro mostra que se deve ficar atento aos pequenos e médios empreendimentos ligados à música brasileira. Isso pode ser importante para o desenvolvimento local de várias regiões do País”, acredita o historiador Herschmann.
































sábado, 26 de junho de 2010

Complexo Arquiepiscopal (Igreja do Carmo da Antiga Sé)


Como a chegada da Família Real Portuguesa e sua Corte ao Rio de Janeiro, em 1808, o vizinho Paço Imperial foi utilizado como casa de despachos da Corte. Por ser o templo mais próximo, D. João VI designou a Igreja do Carmo como nova Capela Real Portuguesa e, pouco mais tarde, também como Catedral do Rio de Janeiro, condição que manteve até 1977, quando foi inaugurada a nova Catedral Metropolitana, na Av. Chile.
Como Capela Real e Imperial, a Igreja do Carmo foi palco de importantes eventos, como a sagração de D. João VI como Rei de Portugal. Aqui também se casaram o príncipe D. Pedro, futuro Imperador do Brasil, com D. Leopoldina de Áustria, no dia 6 de novembro de 1817.
Com a independência, realizaram-se na Antiga Sé também as coroações, casamentos e batismos da Família Imperial.
A Igreja do Carmo teve muita importância no desenvolvimento da música erudita no Brasil. Foram regentes e compositores da Capela Real o brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia e o português Marcos Portugal, discípulos da escola clássica austríaca de Haydn e Mozart.
A Antiga Sé passou por um minucioso processo de restauração para as comemorações dos 200 anos da chegada da Familia Real ao Brasil sendo apresentado vários concertos e recitais.




domingo, 16 de maio de 2010

Complexo Beneditino


As três principais ordens religiosas da Igreja Católica - Jesuítas, Beneditinos e Franciscanos - erqueram nos séculos XVII e XVIII três grandes abadias na cidade do Rio de Janeiro. Desses complexos apenas o dos Jesuítas não existe mais, tendo sido posto abaixo em 1910 por ocasião da construção da Avenida Central.
O Mosteiro de São Bento, pertencente aos beneditinos ainda funciona como tal, existindo a seu lado um dos estabelecimentos educacionais mais importantes e tradicionais do Brasil: o Colégio São Bento, fundado em 1858 e considerado o melhor colégio do Brasil, ocupando há vários anos o primeiro lugar no ranking do Enem. É a única escola exclusivamente masculina do país, onde não se aceitam meninas.
O interior da igreja é riquíssimo, totalmente forrado com talha dourada que vai do estilo barroco de fins do século XVII ao rococó da segunda metade do século XVIII.
A tradicional missa dominical do Mosteiro de São Bento, celebrada com canto gregoriano, atrai muitos visitantes. É um evento que faz parte do roteiro turístico da cidade; tão concorrido que se recomenda a chegada com cerca de 30 min de antecedência. Também apresentam-se regularmente no Mosteiro orquestras e grupos de música de câmera.