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sábado, 26 de junho de 2010

Complexo Arquiepiscopal (Igreja do Carmo da Antiga Sé)


Como a chegada da Família Real Portuguesa e sua Corte ao Rio de Janeiro, em 1808, o vizinho Paço Imperial foi utilizado como casa de despachos da Corte. Por ser o templo mais próximo, D. João VI designou a Igreja do Carmo como nova Capela Real Portuguesa e, pouco mais tarde, também como Catedral do Rio de Janeiro, condição que manteve até 1977, quando foi inaugurada a nova Catedral Metropolitana, na Av. Chile.
Como Capela Real e Imperial, a Igreja do Carmo foi palco de importantes eventos, como a sagração de D. João VI como Rei de Portugal. Aqui também se casaram o príncipe D. Pedro, futuro Imperador do Brasil, com D. Leopoldina de Áustria, no dia 6 de novembro de 1817.
Com a independência, realizaram-se na Antiga Sé também as coroações, casamentos e batismos da Família Imperial.
A Igreja do Carmo teve muita importância no desenvolvimento da música erudita no Brasil. Foram regentes e compositores da Capela Real o brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia e o português Marcos Portugal, discípulos da escola clássica austríaca de Haydn e Mozart.
A Antiga Sé passou por um minucioso processo de restauração para as comemorações dos 200 anos da chegada da Familia Real ao Brasil sendo apresentado vários concertos e recitais.




domingo, 16 de maio de 2010

Complexo Beneditino


As três principais ordens religiosas da Igreja Católica - Jesuítas, Beneditinos e Franciscanos - erqueram nos séculos XVII e XVIII três grandes abadias na cidade do Rio de Janeiro. Desses complexos apenas o dos Jesuítas não existe mais, tendo sido posto abaixo em 1910 por ocasião da construção da Avenida Central.
O Mosteiro de São Bento, pertencente aos beneditinos ainda funciona como tal, existindo a seu lado um dos estabelecimentos educacionais mais importantes e tradicionais do Brasil: o Colégio São Bento, fundado em 1858 e considerado o melhor colégio do Brasil, ocupando há vários anos o primeiro lugar no ranking do Enem. É a única escola exclusivamente masculina do país, onde não se aceitam meninas.
O interior da igreja é riquíssimo, totalmente forrado com talha dourada que vai do estilo barroco de fins do século XVII ao rococó da segunda metade do século XVIII.
A tradicional missa dominical do Mosteiro de São Bento, celebrada com canto gregoriano, atrai muitos visitantes. É um evento que faz parte do roteiro turístico da cidade; tão concorrido que se recomenda a chegada com cerca de 30 min de antecedência. Também apresentam-se regularmente no Mosteiro orquestras e grupos de música de câmera.













Complexo Franciscano


A pedra fundamental do convento foi lançada em 4 de julho de 1608. A construção atual foi iniciada mais de um século depois, entre 1748 e 1751. As obras foram concluídas em 1780.
Além do seu valor artístico e religioso, o convento também representa um marco para a educação brasileira. Ali, funcionou uma universidade criada em 1776, que oferecia cursos de línguas (latim, grego), história, filosofia e teologia.
- Esse fato reveste de importância histórica o convento, pois foi a primeira universidade do Brasil - diz frei Vitório. - O convento é um centro de irradiação de espiritualidade e, também, de cultura. Aqui, acontecem também concertos e recitais.
Os espaços chamam a atenção pela beleza. A sacristia do convento, considerada por alguns estudiosos uma das mais belas da cidade, guarda peças artísticas como o arcaz datado do século 18 e um lavabo trabalhado em mármore português. Também chama a atenção o mausoléu, onde já foi sepultado o corpo da imperatriz Leopoldina de Habsburgo.
O convento sedia ainda o Museu de Arte Sacra do Rio de Janeiro, dirigido pelo Arcebispado da cidade.