O Protagonismo Carioca nas Artes
A cidade do Rio Janeiro - mesmo após a transferencia da capital para Brasília - sempre protagonizou a produção cultural brasileira, seja nas artes, música, literatura, dança, cinema, arquitetura.
Nas artes plásticas modernas, no entanto o protagonismo era dividido com São Paulo, devido tanto ao evento da Semana da Arte da Moderna, quanto a Bienal de Arte, o excelente conjunto de museus e o robusto mercado de arte paulistano. A partir do novo milênio, São Paulo sofreu revezes como a crise internacional do modelo das Bienais, a prisão do mecenas Edmar Cid e uma prolongada esterilidade criativa. O Rio de Janeiro passa então a liderar a cena artistica nacional com início de eventos como a ArteRio que se tornou a maior feira de arte da América Latina, entrando no restrito circuito internacional e atraindo galeristas da Europa e dos Estados Unidos, e também pelo surgimento de novos espaços de arte como o MAR (Museu de Arte do Rio) e a Casa Daros a serem inauguradas em 2013, além da consolidação de colonias de artistas em Santa Teresa, na Gávea e na antiga fábrica Bhering.
É no Rio que estão todos os maiores artistas, historicamente e internacionalmente falando. Pense em Cildo Meirelles, Beatriz Milhazes, Adriana Varejão, Vik Muniz, Waltércio Caldas, Antonio Dias, Ernesto Neto, Jac Leirner, Rubens Palatnik, Anna Maria Maiolino, Iole de Freitas, os neoconcretos e uma lista interminável que inclui os proto-modernistas (Eliseu Visconti, Belmiro de Almeida), Iberê Camargo, Hélio Oiticica, Artur Bispo do Rosário, Lygia Clark, Lygia Pape, Di Cavalcanti e Portinari e só teremos cariocas, natos ou radicados. Raras e belas exceções representam o Brasil a partir de São Paulo, como Regina Silveira, hoje, ou os Modernistas, historicamente.
Alexandre Murucci








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