
Como a chegada da Família Real Portuguesa e sua Corte ao Rio de Janeiro, em 1808, o vizinho Paço Imperial foi utilizado como casa de despachos da Corte. Por ser o templo mais próximo, D. João VI designou a Igreja do Carmo como nova Capela Real Portuguesa e, pouco mais tarde, também como Catedral do Rio de Janeiro, condição que manteve até 1977, quando foi inaugurada a nova Catedral Metropolitana, na Av. Chile.
Como Capela Real e Imperial, a Igreja do Carmo foi palco de importantes eventos, como a sagração de D. João VI como Rei de Portugal. Aqui também se casaram o príncipe D. Pedro, futuro Imperador do Brasil, com D. Leopoldina de Áustria, no dia 6 de novembro de 1817.
Com a independência, realizaram-se na Antiga Sé também as coroações, casamentos e batismos da Família Imperial.
A Igreja do Carmo teve muita importância no desenvolvimento da música erudita no Brasil. Foram regentes e compositores da Capela Real o brasileiro Padre José Maurício Nunes Garcia e o português Marcos Portugal, discípulos da escola clássica austríaca de Haydn e Mozart.
A Antiga Sé passou por um minucioso processo de restauração para as comemorações dos 200 anos da chegada da Familia Real ao Brasil sendo apresentado vários concertos e recitais.




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