










No Píer da Praça Mauá, às margens da Baía de Guanabara, surge um prédio alongado, que parece flutuar sobre um grande espelho d'água, rodeado por áreas verdes. O teto é formado por grandes abas, que se abrem e fecham de acordo com a intensidade do sol. As abas podem ser comparadas às asas de um inseto, a pétalas de uma vitória-régia ou a partes de uma bromélia. Essa é a concepção do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, um dos maiores nomes da arquitetura mundial, para o Museu do Amanhã. Parceria entre a prefeitura e a Fundação Roberto Marinho, a instituição será uma das âncoras do projeto Porto Maravilha e deverá ser concluída em 2012. As obras serão iniciadas em janeiro do ano que vem.
No Museu da Amanhã, a ousadia arquitetônica está o tempo todo acompanhada da ideia de sustentabilidade, uma das palavras-chaves do projeto. Mais do que enfeitar, as abas móveis têm a função de captar a energia solar. A água da Baía de Guanabara será útil em duas circunstâncias: servirá para o sistema de refrigeração da construção e, na extremidade do píer junto à Praça Mauá, será bombeada para formar o espelho d'água. Essa mesma água passará por diversos filtros até ser devolvida limpa ao mar.
O museu - que deverá ser construído em concreto, aço e grandes placas de vidro, avançando 340 metros sobre o mar - terá dois níveis, interligados por rampas. No térreo, haverá uma loja, um auditório, salas de exposições temporárias, salas de pesquisa e ações educativas e um restaurante, além das áreas administrativas. No pavimento superior, ficarão as salas das exposições permanentes, além de uma espécie de belvedere e um café.
Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, explica que os desenhos impactantes de Calatrava, aliados à criação de estruturas altamente funcionais, têm conseguido revitalizar áreas degradadas, como hoje é o caso da Zona Portuária.
- Calatrava resgata o caráter escultural da arquitetura, mas com um sentido orgânico. A convicção de que fizemos a escolha certa cresce cada vez mais. O projeto dele dialoga com as montanhas ao fundo, com a Baía, com o Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Niemeyer (autor do projeto do MAC) e Calatrava têm, de uma certa maneira, um parentesco com o modo de ver arquitetura, já que os dois buscam a surpresa da forma e têm uma obsessão pela beleza - explica Hugo.
Felipe Góes, que preside o Instituto Pereira Passos, explica que, no total, serão investidos R$ 130 milhões no Museu do Amanhã, sendo R$ 35 milhões no desenvolvimento, no conteúdo e na infraestrutura da instituição. Os R$ 95 milhões restantes serão para a construção do edifício, incluindo projetos e arquitetura. O físico Luiz Alberto Oliveira, que faz parte da equipe da curadoria, fala sobre o acervo:
- Será um museu ligado à ciência, mas de uma forma diferente da tradicional. O importante não será um acervo físico, mas uma coleção de possibilidades. A ideia é que o visitante possa entrar no hoje, passar por uma série de reflexões e retornar ao presente. Só que, após pensar em questões como as mudanças climáticas e o crescimento da população, por exemplo, ele voltará ao presente com o pensamento modificado - diz Luiz, que é pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Para receber este nome, obviamente o Museu do Amanhã não se dedica ao passado. O texto de apresentação do projeto detalha o percurso que os visitantes farão pelo corpo da 'lagarta' que começará a ser moldada em 2011 sobre o píer. O passeio começa pelo Atrium de Hoje, dedicado ao estado atual do conhecimento e da humanidade. Em seguida, passa-se à Travessia das Perguntas. Depois, por uma "espiral cósmica", começa uma viagem da Terra em direção às galáxias, mergulhando no interior dos átomos. Neste ponto, haverá uma estrutura semelhante à dos planetários. A última parte é dedicada à Estação do Clima, ao Porto das Origens - sobre desenvolvimento da vida e crescimento das populações -, à Praça do Agora e à Plataforma do Futuro - estas últimas sobre integração econômica e diversidade.
No Museu da Amanhã, a ousadia arquitetônica está o tempo todo acompanhada da ideia de sustentabilidade, uma das palavras-chaves do projeto. Mais do que enfeitar, as abas móveis têm a função de captar a energia solar. A água da Baía de Guanabara será útil em duas circunstâncias: servirá para o sistema de refrigeração da construção e, na extremidade do píer junto à Praça Mauá, será bombeada para formar o espelho d'água. Essa mesma água passará por diversos filtros até ser devolvida limpa ao mar.
O museu - que deverá ser construído em concreto, aço e grandes placas de vidro, avançando 340 metros sobre o mar - terá dois níveis, interligados por rampas. No térreo, haverá uma loja, um auditório, salas de exposições temporárias, salas de pesquisa e ações educativas e um restaurante, além das áreas administrativas. No pavimento superior, ficarão as salas das exposições permanentes, além de uma espécie de belvedere e um café.
Hugo Barreto, secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, explica que os desenhos impactantes de Calatrava, aliados à criação de estruturas altamente funcionais, têm conseguido revitalizar áreas degradadas, como hoje é o caso da Zona Portuária.
- Calatrava resgata o caráter escultural da arquitetura, mas com um sentido orgânico. A convicção de que fizemos a escolha certa cresce cada vez mais. O projeto dele dialoga com as montanhas ao fundo, com a Baía, com o Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. Niemeyer (autor do projeto do MAC) e Calatrava têm, de uma certa maneira, um parentesco com o modo de ver arquitetura, já que os dois buscam a surpresa da forma e têm uma obsessão pela beleza - explica Hugo.
Felipe Góes, que preside o Instituto Pereira Passos, explica que, no total, serão investidos R$ 130 milhões no Museu do Amanhã, sendo R$ 35 milhões no desenvolvimento, no conteúdo e na infraestrutura da instituição. Os R$ 95 milhões restantes serão para a construção do edifício, incluindo projetos e arquitetura. O físico Luiz Alberto Oliveira, que faz parte da equipe da curadoria, fala sobre o acervo:
- Será um museu ligado à ciência, mas de uma forma diferente da tradicional. O importante não será um acervo físico, mas uma coleção de possibilidades. A ideia é que o visitante possa entrar no hoje, passar por uma série de reflexões e retornar ao presente. Só que, após pensar em questões como as mudanças climáticas e o crescimento da população, por exemplo, ele voltará ao presente com o pensamento modificado - diz Luiz, que é pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Para receber este nome, obviamente o Museu do Amanhã não se dedica ao passado. O texto de apresentação do projeto detalha o percurso que os visitantes farão pelo corpo da 'lagarta' que começará a ser moldada em 2011 sobre o píer. O passeio começa pelo Atrium de Hoje, dedicado ao estado atual do conhecimento e da humanidade. Em seguida, passa-se à Travessia das Perguntas. Depois, por uma "espiral cósmica", começa uma viagem da Terra em direção às galáxias, mergulhando no interior dos átomos. Neste ponto, haverá uma estrutura semelhante à dos planetários. A última parte é dedicada à Estação do Clima, ao Porto das Origens - sobre desenvolvimento da vida e crescimento das populações -, à Praça do Agora e à Plataforma do Futuro - estas últimas sobre integração econômica e diversidade.

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